| SIP (Session Inition Protocol) |
|
|
|
|
O SIP é um protocolo de sinalização para iniciar, gerir e terminar sessões multimédia em redes de pacotes. Este protocolo tem sido desenvolvido pelo IETF e, no momento, é classificado como uma proposta para standard. As principais características do protocolo são a sua simplicidade e flexibilidade, já que é independente do protocolo de transporte, permitindo ainda uma interacção fácil com diferentes tipos de arquitecturas. Oferece funcionalidades semelhantes às dos protocolos de sinalização utilizados no serviço telefónico (Q.931 ou H.323), mas vocacionado para a Internet. Salienta-se que o SIP não é um protocolo de reserva de recursos como acontecia na PSTN (Public Switched Telephone Network), nem tão pouco um protocolo VoIP como é muitas vezes confundido; o VoIP (Voice over IP) é, tão-somente, um dos possíveis serviços que pode ser implementado numa rede SIP. O protocolo SIP foi baseado no http (HyperText Transfer Protocol) e SMTP (Simple Mail Transfer Protocol). Como estes, é um protocolo textual, pertence ao nível aplicacional e também segue o mesmo modelo de transacção cliente-servidor, em que os clientes SIP fazem pedidos e os servidores SIP respondem aos pedidos. O protocolo de transporte pode ser TCP ou UDP, sendo contudo recomendado o UDP devido ao menor atraso. Este protocolo define vários tipos de entidades lógicas: · Agentes de utilizador (UA (User Agent)) – corresponde a entidades nos extremos da rede (terminais SIP ou software de estação final) que são responsáveis por, através da troca de pedidos e respostas, iniciar e terminar sessões. Por sua vez o UA contém quer o UAC (User Agent Client), responsável por efectuar pedidos de início de sessão, quer o UAS (User Agent Server) responsável por receber pedidos de início de sessão, contactar o utilizador e retornar uma resposta. Deste modo, a arquitectura corresponde a uma interacção cliente/servidor. É, assim, possível estabelecer e terminar sessões só com user agents, sem requerer nenhum componente adicional; contudo, esses componentes garantem gestão e funcionalidades adicionais. Alguns exemplos de user agents são os telefones IP e o computador, entre outros. · Servidores de Proxy (Proxy Server) – Esta é uma entidade intermediária, que actua ao nível da aplicação, funciona como cliente e servidor, recebe o pedido e/ou os atende ou encaminha para outro servidor, normalmente, após estes serem traduzidos. · Servidores de Redireccionamento (Redirect Server) – A função desde servidor consiste em receber um endereço SIP, converter o endereço em zero ou mais endereços novos e retornar ao user agent, para que o UAC possa contactar directamente o UAS. · Entidades de Registo (Registrar) – Este servidor aceita registos de UA de forma a construir uma base de dados actualizada com as informações de contacto de cada utilizador. · Servidores de localização – Apesar de não fazerem parte da especificação SIP, fornecem, aos servidores proxy, informações sobre a localização de um determinado cliente. · Gateways – Faz a interface entre uma rede que implemente o protocolo SIP e outra rede que implemente outro protocolo de sinalização. Para o protocolo SIP esta entidade não é mais do que um UA onde actua outro protocolo. Existem dois tipos de mensagens nas comunicações SIP: · Pedidos (do cliente para o servidor)
Tab. 1 - Métodos do protocolo SIP · Respostas (do servidor para o cliente) As respostas são numéricas e dividem-se em seis classes
Tab. 2 - Classes de resposta do protocolo SIP Anota-se que não é o SIP que faz o transporte dos dados entre dois pontos; o protocolo RTP (Real-time Transport Protocol) é responsável por essa função. Um cenário típico de utilização dos dois protocolos é conhecido como o “trapezóide SIP” e encontra-se representado na Fig. 1. ![]() Fig. 1 - Relação entre os protocolos SIP e RTP [Eng. André Serpa; Dissertação de Mestrado]
|




